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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Faculdades justificam reprovação

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=86969

Cidade 

Publicada: 07/07/2011 01:44| Atualizada: 07/07/2011 01:18
Raphael Carneiro

A reprovação de todos os estudantes de dez faculdades de Direito baianas na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi motivo de questionamentos e revolta por parte de algumas das instituições. Em alguns casos a justificativa é a de que os alunos ainda não estariam formados quando se submeteram à prova e teriam participado da avaliação no intuito de adquirir experiência. A precariedade do ensino médio também é apontada como causa do despreparo dos universitários.
Em todo Brasil, 90 instituições tiveram desempenho zero na avaliação aplicada em dezembro do ano passado. A instituição baiana que teve o maior número de inscritos foi a Faculdade Metropolitana de Camaçari (Famec), na região metropolitana de Salvador, onde 44 estudantes fizeram o teste, apenas quatro chegaram à segunda e à ultima fases, mas, ninguém foi aprovado.
“O sujeito da aprendizagem é o aluno e não a faculdade, o processo de apreender é individual, ou seja, depende de cada um. Alguns absorvem os conhecimentos com maior facilidade que outros. Isto é natural”, ressalta a coordenadora do curso de Direito da Famec, Arlinda Paranhos.
De acordo com Paranhos, a faculdade investe em qualificação do seu corpo docente e tem reconhecimento do MEC, com nota “4” em outros cursos. “Temos mestres e doutores e diversos professores que ensinam em outras faculdades de Salvador”. Para a educadora, a prova da OAB deve ser revista, assim como o ensino médio, em todo o país.
O coordenador do curso da Faculdade Mauricio de Nassau, Daivid Lourenço afirmou que houve erro na informação já que a instituição ainda não formou sua primeira turma. “Estas pessoas que fizeram a prova não são nossos alunos”, destacou.
O mesmo ocorreu com a Faculdade Social da Bahia (FSBA), que teve seis inscritos apesar de não ter formado a sua primeira turma no curso de Direito. Porém, a direção da faculdade admitiu que os inscritos façam parte do corpo discente da instituição. De acordo com o coordenador do curso, Daniel Macedo, os alunos participaram da avaliação na condição de treineiros (alunos que ainda não concluíram o curso) e teriam sido prejudicados em razão de não terem cursado disciplinas como Direito Econômico e Direito do Consumidor.
A única particular entre as 20 melhores em percentual de aprovação, a Faculdade Baiana de Direito, que ocupa o 20º lugar no ranking comemorou a colocação. “Ser a primeira entre as faculdades particulares da Bahia é um resultado muito bom”, celebrou o diretor da instituição Tiago César. Assim como as outras que tiveram alunos participantes da avaliação, a FBD ainda não formou turma. O rigor acadêmico, a seleção criteriosa de professores, o vestibular em duas fases, além de avaliações semestrais, segundo César são as principais razões do bom desempenho". (RC)

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