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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Servidores em greve ocupam plenário da Câmara



Clarissa Pacheco | Agência A TARDE
Serviço municipal opera com 30% de percentual obrigatório



Servidores municipais ocuparam, na manhã desta segunda-feira (18), o plenário da Câmara Municipal. Um policial solicitou a retirada dos manifestantes, que não acataram o pedido. O grupo decidiu permanecer no local até que a prefeitura mande uma comissão para negociar com a categoria.
Antes, eles protestaram em frente à Secretaria da Fazenda do Municipio (Sefaz), no Centro Histórico. De acordo com o sindicato da categoria, policiais militares impedem a entrada dos funcionários que foram trabalhar para garantir o percentual mínimo de 30% do efetivo.
"Os que vieram trabalhar encontraram os portões fechados e bloqueados pelos PMs. O sindicato foi surpreendido. Acho que é mais uma ação da Prefeitura para tentar criminalizar o movimento", diz 
Jeiel Soares, coordenador geral do Sindicato dos Servidores da
Prefeitura de Salvador (Sindseps). A categoria completa, hoje, doze dias de greve.
A reportagem de A TARDE testemunhou a ação dos PMs ao impedir a 
entrada dos servidores. No momento em que alguns funcionários tentaram 
 acessar a sede da Sefaz, os policiais bloquearam a passagem e um PM trancou o 
portão. Os PMs disseram que não estão autorizados a dar entrevista.
A capitã Soledade, da assessoria da Polícia Militar, informou que a guarnição
está no local para garantir a entrada 
dos servidores que querem trabalhar. "Até agora, não levantamos essa situação 
dos policiais estarem impedindo a entrada", disse. Os PMs que estão no
 local fazem parte do efetivo que presta assistência à Prefeitura.

O secretário de Comunicação, Diogo Tavares, nega que a polícia tenha impedido 
a entrada dos servidores. "A Prefeitura não se nega a negociar, quem está radicalizando
 são os sindicalistas. A polícia não estava impedindo a Prefeitura não se nega a negociar,
 quem está radicalizando são os sindicalistas. A polícia não estava impedindo a entrada, 
mas só podia entrar quem era funcionário da Sefaz", disse.
A reportagem do A TARDE testemunhou um servidor com crachá da Sefaz 
sendo proibido de acessar o órgão. 
"Em um momento, houve essa determinação de liberar os servidores do 
trabalho para evitar confronto (com os sindicalistas)", justificou o secretário.

Greve - A mobilização continua mesmo depois que a paralisação foi
 considerada ilegal e abusiva, no último dia 12, pela juíza 
Mariana Varjão Alves Evangelista.
De acordo com o secretário, a Prefeitura ofereceu reajuste de 17,5%,
 ou seja, um aumento de R$ 30 milhões na folha, mas a categoria não aceitou. 
"Eles querem R$ 96 milhões, mas a Prefeitura não tem como cumprir isso, 
porque ultrapassaria o valor determinado por lei para o pagamento da folha", explica.
Para os servidores, que operam com o percentual obrigatório de 30% em cada 
serviço municipal, a greve irá permanecer até que a prefeitura anuncie uma posição 
sobre a negociação de cargos e salários para a categoria.
As operações tapa-buracos (Sucop), contra poluição sonora (Sucom) e 
segurança nos postos de saúde, a cargo da Guarda Municipal, estão suspensas.

Além disso, os servidores cobram também o cumprimento do acordo feito em 
2009 e 2010 sobre os planos de saúde e assistência médica. “O prefeito não cumpre 
o acordo desde 2009. Enquanto isso, os servidores estão morrendo sem assistência 
médica”, reclamou o diretor administrativo do Sindseps, Helivaldo Alcântara.

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