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sábado, 16 de julho de 2011

Servidores municipais continuam em greve

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5745442


CIDADES




15/07/2011 às 19:57
  | ATUALIZADA EM: 15/07/2011 às 20:42

Servidores municipais continuam em greve

Mariana Mendes

Fernando Amorim | Ag. A Tarde
Assembleia foi realizada após rodada de negociações com representantes da PMS


Servidores municipais decidiram continuar em greve por tempo indeterminado, após a rodada de negociações entre representantes da PrefeituraMunicipal de Salvador (PMS) e do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps). A decisão foi tomada em assembleia na tarde desta sexta-feira (15).
proposta da Prefeitura de aumentar a folha de pagamento anual em R$ 30 milhões foi considerada "inviável" pelo coordenador geral do Sindseps, Jeiel Soares. Segundo o sindicalista, é necessário um aumento na folha de R$ 97 milhões, para que haja a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). "Não temos condições de aceitar o que eles oferecem. Continuaremos em greve", garantiu.

Os servidores também reivindicam reajuste salarial de 40% referente
aos três últimos anos, além do cumprimento 
de itens de acordos fechados em 2009 e 2010,
como a criação do plano de saúde para a categoria.
Em nota, a prefeitura declarou que para a Comissão de Negociação
da PMS, a proposta dos grevistas "fere os 
princípios básicos da Lei de Responsabilidade Fiscal".
Ela também alega que o aumento de R$ 30 milhões na folha salarial/ano é o valor próximo ao limite prudencial previsto pela Lei.
Em relação aos piquetes na entrada dos órgãos municipais, o governo municipal diz que os servidores estão descumprindo a determinação judicial de permitir acesso aos funcionários que quiserem voltar ao trabalho. O sindicalista Jeiel Soares diz que o uso dos piquetes foi uma forma de reforçar a greve e manter os servidores mobilizados para a assembleia desta sexta, que ocorreu por volta das 17h30, no Ginásio dos Bancários, no bairro dos Aflitos.

No comunicado, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que "a folha de pagamento de julho ainda não começou a ser processada e que o atraso salarial será praticamente inevitável". A Prefeitura esclarece ainda que, com base no descumprimento da decisão judicial, "os salários dos servidores que permanecem em greve sofrerão desconto dos dias parados, servindo como base de cálculo o dia 7 de julho, data do início da paralisação".  

Agenda - O coordenador geral Jeiel Soares informou que de acordo com o cronograma de greve, uma caminhada está programada para acontecer neste domingo (17). Às 6 horas da manhã, os servidores sairão em protesto de Patamares até Pituaçu. 

Na segunda (18), no mesmo horário, eles ocuparão o prédio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), no Centro.

Justiça - A greve dos servidores foi considerada ilegal pela justiça desde o último dia 7, por dificultar "o acesso dos veículos que executam serviços públicos essenciais e inadiáveis, inclusive ambulâncias para fins de abastecimento”, conforme texto da liminar emitida pela juíza Mariana Varjão Alves Evangelista. 

Notificado, o sindicato garantiu que vai entrar com recurso na justiça. Segundo a notificação, o Sindseps está sujeito a pagar multa diária de R$ 5 mil por descumprir a determinação.

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