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domingo, 31 de julho de 2011

A ÚLTIMA HIPÓTESE DE OTTO ALENCAR – I e II

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2011/07/31/98747,a-ultima-hipotese-de-otto-alencar-%E2%80%93-i.html


A ÚLTIMA HIPÓTESE DE OTTO ALENCAR – I e II

10:05:17
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Foto: Max Haack / Ag. Max Haack / Bahia Notícias
Pouco menos de 70 dias, prazo legal para oficializar o PSD como partido, o vice-governador Otto Alencar assumiu a presidência da legenda na Bahia. Depois do fundador da nova legenda, o paulista Gilberto Kassab, Alencar é a segunda maior liderança nacional do partido. A festa, ao assumir o comando do partido, foi marcada por presenças importantes, inclusive do governador Jaques Wagner. Otto parecia, ao discursar, detentor de força para dar sequência à sua carreira política. É aí que surge um enigma. Não se coaduna com a revelação a mim feita, segundo a qual não pretende ser candidato em 2014, onde teria, pelo menos, três ou quatro alternativas à disposição: ocupar o governo com a desincompatibilização de Wagner e lançar-se candidato para permanecer no cargo; disputar o Senado (neste caso terá também que se desincompatibilizar, forçando uma eleição indireta de um tampão pela Assembléia. Ou candidatar-se a deputado federal, projeto pessoal de Wagner (repete-se a suposição anterior, da vacância do cargo de governador). Só por último, deixar a vida pública.
É essa última hipótese que me intriga. Otto Alencar a considera a mais factível. Ele demonstra estar muito bem de saúde. É esse argumento que usa como fator que o impeliria a deixar a vida pública. Uma questão, como se vê, pessoal, portanto impede qualquer manifestação contestatória. Por outro ângulo, é possível fazê-lo. Alencar é um hábil político e tem viajado constantemente pelo interior do Estado, além de se transformar num polemista de peso, sobretudo em relação ao PMDB e o DEM, partido que considera “em extinção” na Bahia. Some-se o seu trabalho intenso para organizar o PSD. Em síntese, é a figura de um candidato, e não, nem de longe, a sombra, de quem pretende deixar a vida pública. Impossível discordar das suas razões pessoais. Mas é impossível também aceitar o fato como uma decisão inarredável. Alencar talvez seja hoje (excetuando Wagner) o político que melhor se relaciona com lideranças interioranas no Estado.
(Samuel Celestino)

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