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sábado, 1 de outubro de 2011

Dinheiro Público - AL está no vermelho e presidente quer cortar gastos


Lúcio Távora / Agência A TARDE
Marcelo Nilo, presidente da Assembleia, fala em medidas de emergência para recuperar saldo negativo
Marcelo Nilo, presidente da Assembleia, fala em medidas de emergência para recuperar saldo negativo


O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), anunciou
 a disposição de cortar  gastos para ajustar a situação econômica da
 Casa. Dentre as medidas em análise, está a supressão até o final 
deste ano de benefícios como a verba indenizatória de R$ 29 mil 
mensais por deputado e o auxílio combustível de R$ 6,5 mil. A verba
 voltaria a ser paga, inclusive retroativamente, com os recursos
 alocados no orçamento do próximo ano.
Contudo, o problema não seria resolvido. Como faltam apenas 
três meses para o final do ano, os cortes renderiam cerca de
 R$ 6,7 milhões – montante suficiente para cobrir apenas 30% do 
rombo nas contas.
Com um orçamento de R$ 303 milhões para 2011, aprovados 
na  lei orçamentária anual (LOA), a Assembleia vai precisar de pelo
 menos mais R$ 20 milhões para fechar o ano com as contas no
 azul. O pedido de suplementação ao orçamento já foi formalizado
 pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT) ao governador
 Jaques Wagner, que ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema.
Confiante na boa vontade do governador para com a 
Assembleia,  Nilo argumenta que a suplementação no orçamento 
da Casa é um processo natural, pois acontece todos os anos (no 
ano passado, foram mais R$ 50 milhões). E disse que, sob o seu 
comando, a Assembleia já reduziu os custos até o possível: “Somos
 a segunda Casa legislativa mais austera do País. Nosso custo por
 deputado é um dos mais baixos”.
Repercussão -  As medidas de emergência foram recebidas com
 contentamento, ceticismo e insatisfação por parte dos
 deputados. Enquanto alguns  confiam que a suplementação de
 recursos será feita pelo governador, outros acreditam que será
 preciso “apertar o cinto” para fechar o ano com as contas em dia.
Entre os gastos da Assembleia destacam-se  o aumento em 62% 
dos salários dos deputados, a criação de novas faixas com 
supersalários de até R$ 11 mil, além de gastos da ordem de 
R$ 12 milhões para pagamento de indenizações aos 
comissionados que deixaram seus postos com o início da nova legislatura.
O líder oposicionista Reinaldo Braga (PR) não vê problemas na 
suplementação do orçamento da Assembleia. “Se o orçamento 
não comportou as despesas, o único caminho é suplementar 
mesmo. Não dá para os deputados ficarem sem os recursos 

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