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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SALVADOR SEM PREFEITO


Salvador está sem prefeito, afirma PSOL


O presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Salvador, Hamilton Assis, e o membro da executiva estadual, Hilton Coelho, afirmaram que Salvador está sem comando do ponto de vista administrativo e que a crise que hoje é política está a um passo de se tornar institucional e isso é danosa para a população. Eles propõem que a Câmara Municipal realize uma audiência pública para debater o tema o mais breve possível.
"Sou funcionário da prefeitura e trabalho como coordenador pedagógico. Estou acompanhando todo o processo de degradação de nossa cidade, em especial na área de educação. Creio ser fundamental uma ação imediata da população para que a cidade não continue paralisada. As escolas estão sem segurança, os postos de saúde estão destruídos ou fechados, como é o caso do Conjunto Doron que há quase dois anos está sem a unidade funcionar. Nem mesmo remédio para diabéticos está sendo distribuído na rede público e nada se faz. Será preciso uma vítima fatal para alguma coisa ser feita?", questiona Hamilton Assis.
Hilton Coelho, vice presidente do PSOL estadual, afirma ser patente "a incapacidade de gestão, falta de transparências na utilização de recursos públicos, falta de prestação de contas das relações de Transcons que lotearam em especial a orla de Salvador, compras e contratações no mínimo questionáveis porque feitas sem licitações, e o troca troca de secretários e quadros do primeiro escalão demonstram a falta de rumo da atual administração do provável prefeito de Salvador, João Henrique. Digo provável porque não sei se na prática ele ainda consegue gerir alguma coisa", critica de forma veemente o dirigente psolista.
"Há também um evidente descaso em relação aos trabalhadores terceirizados, atrasos nos pagamentos das empresas de coleta de lixo, cidade imunda, serviço de transporte coletivo caro, pouca frota para determinados pontos da cidade, veículos sujos, com proliferação de insetos, estações transbordo de Pirajá, Iguatemi, Mussurunga e Lapa com ambientes sujos e precários, abandonadas com infiltrações, falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, escadas rolantes quebradas, lixos, ratos e baratas espalhados por todos os espaços. Tudo isso é pouco diante de tantos problemas que a cidade enfrenta", acrescenta Hamilton Assis.
"O PSOL propõe um amplo movimento da sociedade e uma audiência pública bem convocada para que toda insatisfação em relação ao modelo de gestão do atual prefeito possa ser debatida e se buscar um processo de salvação da nossa cidade. Acreditamos que há uma situação emergencial que exige ações corajosas e responsáveis porque quem mais sofre é nossa comunidade trabalhadora, carente e excluída. Salvador exige respeito", finaliza Hilton Coelho.

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