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terça-feira, 9 de outubro de 2012

As lições do 1º turno nas eleições municipais de 2012 em Salvador...


O suposto erro do IBOPE é compreensível e foi causado por fatores externos ao conturbado contexto eleitoral em que estamos inseridos, a exemplo da alarmante quantidade de eleitores que se eximiram de escolher seus representantes seja deixando de ir as urnas ou comparecendo as urnas para invalidar o seu voto (branco ou nulo) em face a incidência da regra do artigo 77, § 2º da Constituição Federal (que só admite os votos válidos para a  apuração final) e que é extensiva nas eleições para a escolha dos governadores e prefeitos e portanto o voto em branco e o voto nulo não possuem qualquer serventia prática em termos numéricos.

De toda sorte fica a lição de que uma coisa é dizer em quem vai votar, todavia comparecer as urnas e ratificar esta pretensão é outra completamente diferente, pois o fato do cidadão sinalizar a sua preferência em pesquisas eleitorais não mais se traduz necessariamente no fato de que esta escolha na prática se traduza em voto válido, afinal de contas o voto é secreto.

Muitos soteropolitanos não participaram efetivamente do processo eleitoral do primeiro turno para escolher o próximo prefeito de Salvador o que denota a existência de um grave processo de descrédito na política, só a titulo de curiosidade vejamos alguns números divulgados pelo TSE - Tribunal Superior Eleitoral em relação ao 1º turno em Salvador em relação ao processo eleitoral para prefeito, senão vejamos.

19,93% de abstenções;
4,84% de votos em branco;
9;39% de votos nulos.

Somando todos estes valores conclui-se que cerca de 34,16% dos eleitores de Salvador deixaram participar conscientemente do certame eleitoral soteropolitano no qual coube a aproximadamente 65,84% dos eleitores da cidade escolher os seus representantes.

Estas amostras estatísticas comprovam a insatisfação do eleitorado com os nossos representantes no qual tende a prevalecer a lógica de que se não é possível votar no melhor então que se vote no "menos pior", o que é muito mais plausível do que deixar de votar ou invalidar o voto.

Câmara de Vereadores de Salvador tem 50% de renovação

Vereadores de Salvador teve uma renovação de praticamente 50% nessas eleições. Dos 41 atuais edis, 19 conseguiram reeleger-se, mas como a Câmara ganhou mais duas vagas, passando a ter 43 cadeiras, serão 24 novos vereadores em 2013.

 Na correlação de forças partidárias, o PT do prefeiturável Nelson Pelegrino foi quem elegeu mais representantes, sete ao todo. Na sequência vem o PTN, que elegeu seis e que, nessas eleições, está marchando com o candidato democrata ACM Neto. 

 O DEM, por sua vez, que não tem representante na atual legislatura, conseguiu eleger três. Numa projeção, se Neto se eleger contará inicialmente com 14 vereadores e, no caso de Pelegrino chegar ao Palácio Thomé de Souza, sua base comportaria, até agora, 20 vereadores.

 Isso considerando os partidos os quais estão coligados, o que não envolve os outros nove representantes eleitos para a Câmara, de partidos ligados à candidatos que não chegaram ao segundo turno, como é o caso do PMDB, PRB, PSC e PSL que passam a ser disputados a partir de agora pelos prefeituráveis. As forças podem mudar, ainda, após a posse do novo prefeito, com prováveis defecções.

Perdas e ganhos - Houve surpresas nas urnas como a expressiva votação do psolista Hilton Coelho, o segundo na lista dos mais votados pelos soteropolitanos com 16.408 mil votos, somente atrás do já vereador Carlos Muniz (PTN) com 16.959 mil votos.

 Na ala  dos políticos "notáveis", entraram em cena o ex-governador  Waldir Pires (PT) e o atual vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB).  Hilton, Waldir e Brito eleitos evidenciam que houve tendência ao voto de opinião, pulverizado por toda a cidade, sem predominância de bairro ou região - observa o cientista político e professor da Ufba, Jorge Almeida.

 O soldado Prisco, um dos líderes da greve da polícia militar estadual no início do ano, também se elegeu pelo PSDB, que está ao lado de Neto. Se desenha, ainda, a já comum ala dos filhos de políticos com a eleição de Duda Sanches (PSD) e J. Carlos Filho (PT), ambos filhos de deputados estaduais, Alan Sanches e J. Carlos, respectivamente. Eles farão coro com Kiki Bispo (PTN), filho do atual vereador Everaldo Bispo. E isso sem falar na ala dos defensores dos animais, com a eleição dos verdes Ana Rita Tavares e Marcell Moraes.

 A renovação das cadeiras na Casa deixou de fora nomes como o do atual presidente da Câmara, Pedro Godinho (PMDB), assim como o líder do governo, Téo Senna (PTC) e o conhecido peemedebista Sandoval Guimarães. O PT sofreu baixas como a petista líder da oposição Vânia Galvão e a presidente municipal da legenda, Marta Rodrigues. Léo Kret (PR) também não conseguiu reeleger-se.

Perfil - "Houve uma renovação boa, foi um resultado importante. Ainda mais porque a Câmara que está aí foi muito omissa em relação à cidade. Só não sei até que ponto a renovação das cadeiras significa a renovação da atitude dos vereadores", provoca o professor Jorge Almeida.

 Em 2008 a renovação também foi de 50%, mas a qualidade da atual legislatura, diz, não correspondeu à mudança efetiva. Ele observa, ainda, que o fato de os partidos que mais receberam votos estarem ligados a Pelegrino e Neto evidenciam como a "máquina" da campanha faz diferença na disputa.

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