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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Debate na Band entre Pelegrino e ACM Neto: Veja o resumo

Candidatos explicam porque são mais capacitados para administrar Salvador


Debate Band: Candidatos explicam porque são mais capacitados para administrar Salvador
Foto: Max Haack/ Ag. Haack / Bahia Notícias
No primeiro bloco do debate promovido pela Band Bahia, nesta quinta-feira (18), os candidatos a prefeito de Salvador responderam a perguntas elaboradas pela equipe de jornalismo da emissora. A primeira questão indagava porque o postulante era mais preparado para gerir a cidade que o seu adversário. O primeiro a responder, após definição feita por sorteio, foi Nelson Pelegrino (PT). Ele começou sua resposta em saudação aos médicos pelo seu dia e em seguida relembrou sua trajetória política e experiência como deputado e secretário de Estado, além de reforçar a sua estratégia de campanha, que prega o alinhamento entre as administrações federal, estadual e municipal. “Me considero o mais capacitado para administrar Salvador porque tenho experiência política e administrativa, conheço e amo essa cidade, faço parte de um time e tenho condições de trazer recursos para Salvador”, disse o prefeiturável. Em seguida, ACM Neto (DEM) também parabenizou os médicos e explicou que sua candidatura “nasceu das ruas, da vontade de Salvador”. Ele comparou a situação ao futebol. “Quando o time está ganhando a gente não mexe, mas quando está perdendo, às vezes temos que mudar o treinador, contratar novos jogadores. É isso que está acontecendo em Salvador”, afirmou. O democrata disse que Salvador “está perdendo o jogo” em diversos setores e que é momento de “mudar o time”.


Postulantes fazem perguntas diretas e se alfinetam no segundo bloco


Debate Band: Postulantes fazem perguntas diretas e se alfinetam no segundo bloco
Fotos: Max Haack / Agência Haack / Bahia Notícias
No segundo bloco do debate promovido pela Band Bahia, nesta quinta-feira (18), os postulantes à prefeitura soteropolitana trocaram duas questões entre si. ACM Neto (DEM) foi o primeiro a perguntar, por ordem de sorteio. Ele indagou Nelson Pelegrino (PT) sobre sua gestão na Secretaria de Segurança Pública da Bahia. “Por que o senhor fracassou na tentativa de combater o crime organizado?”, questionou. Pelegrino começou a resposta com o argumento de que “o time que está perdendo” no Estado não é o seu, e sim o do adversário, e exemplificou com as alianças políticas assumidas pelo democrata no segundo turno. O petista afirmou que o candidato do DEM é apoiado pelo atual prefeito, João Henrique (PP). “Ao contrário dele, que só administrou negócios da família, eu fiz administrações bem qualificadas”, disse. O candidato esgotou o tempo de resposta sem concluir seu pensamento. ACM Neto replicou ao se dirigir diretamente ao eleitor e afirmar que Pelegrino tentou esconder sua experiência como titular de pasta. Pelegrino rebateu ao falar que ACM Neto precisa assumir suas relações: “Assuma o PMDB, assuma Geddel”. Ele classificou a aliança do democrata como “um filme já visto” e relacionou a atual situação do Município à parceria. Por fim, rebateu ao dizer que a Bahia ainda tem problemas de segurança pública, mas que o governo tem investido muito no setor. 

Em seguida, foi a vez de Pelegrino questionar ACM Neto. Ele perguntou o que o democrata achava da saúde em Salvador. Na resposta, Neto afirmou que o petista foi testado e reprovado como secretário e que o mesmo se repete na área. “Você se lembra que o PT indicou dois secretários de Saúde, inclusive o senhor Luiz Eugênio Portela? Sabe quem indicou? Segundo João Henrique, ele foi indicado por Pelegrino”, provocou o prefeiturável, ao relembrar casos polêmicos que envolveram a gestão, como o suposto desvio de dinheiro e o caso Neylton. “Veja que ele não faz críticas ao prefeito João Henrique”, retrucou Pelegrino. “A Saúde de Salvador também era um caos na época de Imbassahy, e também esteve nas páginas de jornais, como no caso Aldeli Rocha”, disse o petista. Ele apontou o Samu e o Programa de Saúde na Família como benefícios relacionados ao seu grupo político e mais uma vez acusou as alianças do candidato do DEM pela situação negativa de Salvador. ACM Neto replicou com o discurso de que o PT esteve mais do que um ano na administração municipal e que ele nunca indicou secretários para João Henrique. O postulante foi interrompido pelos risos do petista, e o democrata pediu respeito. Ele fechou seu pensamento com a lembrança do julgamento do mensalão e acusação de "corrupto" contra o partido do adversário. 

Em sua vez de perguntar, ACM Neto quis saber de Pelegrino se o Bolsa Família poderia acabar caso ele fosse eleito, ao relacionar a sua questão a boatos que ele afirma ouvir pela cidade. Pelegrino respondeu questões pendentes à pergunta anterior, sobre a saúde. “Quem andava muito ligado a José Dirceu era o senador Antônio Carlos Magalhães”, alfinetou. Ele também lembrou às origens do mensalão: “Ele não fala do mensalão do DEM. Não fala de Demóstenes, que era líder do partido dele, nem de Arruda”. O candidato esgotou o tempo sem responder a pergunta. ACM Neto questionou novamente ao petista o destino do Bolsa Família. “Nem se a presidente Dilma quisesse acabar, ele não poderia, porque ele está garantido na lei”, afirmou o democrata. “Eu defendi a expulsão de Demóstenes e Arruda, diferente do PT”, rebateu ACM Neto sobre os comentários de Pelegrino em relação à corrupção. “Quem fazia homenagens a José Dirceu era o senador Antônio Carlos Magalhães”, retrucou Pelegrino. “O prefeito dele, João Henrique, deixou de cadastrar 22 mil famílias em Salvador”, acusou. O petista também afirmou a falta de políticas para moradores de rua e outras demandas sociais no governo de João Henrique, além de apontar o fim do programa Cidade Mãe. “O Cidade Mãe começou a acabar na gestão de Imbassahy”, indicou. 

A pergunta seguinte, feita por Pelegrino, foi sobre mobilidade urbana. “O que o senhor acha da gestão do seu prefeito sobre mobilidade e transporte?”, indagou, ao relacionar João Henrique ao candidato do DEM. ACM Neto replicou com a avaliação de que a gestão é ruim, e comparou o morador de Salvador com o governador Jaques Wagner, que vai trabalhar de helicóptero. “Acho a gestão atual muito ruim em relação a transportes, e não venha dizer que João Henrique é meu prefeito. O senhor não fez nada pela mobilidade e o PT muito menos”, diz. “Fiz autocrítica, porque descobri que meu amigo era um fracasso”, respondeu Pelegrino. “O que eles escondem é que gastavam R$ 11 milhões em alugueis de helicóptero”, disse Pelegrino. Ele também acusou ACM, avô do candidato, de gastar altos valores com aluguel de jatinhos particulares. O petista finalizou seu pensamento com a explicação de que pretende colocar a linha 1 do metrô para funcionar, ampliando-a para Cajazeiras, além de construir a linha 2. “A pergunta é: por que não fez?”, rebateu ACM Neto, que pediu cuidado ao se falar de ACM. “Ele não está aqui para se defender”, disse. “Escuto elogios em relação ao senador Antônio Carlos Magalhães, ele lutava pela Bahia”, afirmou. O democrata pediu que o petista mantivesse o bom nível do debate e fizesse apenas afirmações verdadeiras.


Mobilidade e educação são tema de confronto entre prefeituráveis


Debate Band: Mobilidade e educação são tema de confronto entre prefeituráveis
Fotos: Max Haack / Agência Haack / Bahia Notícias
No terceiro bloco do debate promovido pela Band Bahia, nesta quinta-feira (18), os candidatos continuaram a fazer questões entre si. Por ordem de sorteio, o primeiro a perguntar foi Nelson Pelegrino (PT). Ele voltou a dizer que o ex-governador do Distrito Federal José Robertou Arruda (ex-DEM) afirmou ter desviado dinheiro para a campanha do PFL e a tocar nos gastos do ex-senador Antônio Carlos Magalhães com transporte aéreo e jatos particulares. Por fim, questionou ao candidato do DEM como ele pretendia gerir a cidade sem apoios. ACM Neto rebateu que não há publicação na Veja sobre o caso de Arruda e sim no site, e que a afirmação foi desmentida pela publicação. Ele respondeu que acredita que a cidade pode caminhar com suas próprias pernas e rebateu ao questionar: “O governador e a presidente vão me perseguir, caso eu seja eleito?”. Pelegrino rebateu. “Essa prática de perseguir é do senador Antônio Carlos Magalhâes, que perseguiu Lícide da Mata (PSB) para depois captar a cidade”. O petista disse que há uma necessidade de harmonia entre a prefeitura municipal e as administrações estadual e federal. Ele declarou que, sem essa harmonia, não há condições de Salvador se manter. ACM Neto respondeu que João Henrique não é seu prefeito. Ele apontou que o governador e a presidente não irão perseguir Salvador caso o candidato eleito não seja do mesmo partido que eles e acusou o PT de fazer pressão e campanha baseada no medo. “Um prefeito 'retado' vai chegar no governador e na presidente e conseguir recursos”, afirmou. 

Em sua vez de questionar, ACM Neto indagou Pelegrino sobre o projeto de mobilidade. “Por que o PT não priorizou o projeto do metrô até Cajazeiras?”, perguntou. Pelegrino relembrou que as alianças do seu adversário administraram Salvador durante seis anos e não conseguiram fazer o metrô funcionar. Ele disse que o democrata está contra os diversos bairros e conjuntos populares localizados no entorno da Avenida Paralela ao criticar a linha 2 do modal. “Eles prometeram metrô para Salvador e deixaram a obra incompleta na gestão de Imbassahy e agora na gestão de João Henrique”, acusou. ACM Neto disse que o petista não explicou claramente porque Cajazeiras não foi inicialmente prevista como destino final da linha 1. “Quem cortou o metrô foi o governo federal, com assinatura de Nestor Duarte, que agora é secretário [Administração Prisional e Ressocialização] de Jaques Wagner. Imbassahy está processando Pelegrino por essa afirmação, que não é verdade”, disse. O petista respondeu que os recursos para conclusão do projeto foram assegurados pelo governo federal, mas as obras não puderam ser terminadas por erros cometidos na gestão de Imbassahy e João Henrique. Pelegrino também acusou ACM Neto de não ter sequer participado das reuniões sobre o modal e classificou as criticas do democrata como “conversa de candidato”.

Pelegrino foi o próximo a questionar. Ele apontou deficiências na área de educação, causadas por João Henrique e o secretário João Carlos Bacelar (PTN). ACM Neto disse que o petista era obcecado por falar do passado e presente, ao invés do futuro. Ele apontou o governo do Estado como responsável pela pior escola do país, segundo nota do Enem, e pela recente greve dos professores estaduais. “O senhor foi para convenção do PTN e afirmou que João Carlos Bacelar era o mais competente secretário de Educação do país, porque o senhor queria o apoio dele”, afirmou. Pelegrino disse que a Bahia não possui a pior nota do Enem, que a notícia era falsa e foi corrigida no dia seguinte. Ele também apontou que Bacelar preferiu Neto, assim como João Henrique, ao acusar o democrata de “não assumir suas companhias”, que ele classificou como responsáveis pelos erros da gestão atual. “O candidato Pelegrino está com tanto crédito com os professores que teve que recorrer a candidatas a vereadora do seu partido para falar no horário eleitoral, porque os professores mesmo não o apoiam”, ironizou ACM Neto. Mais uma vez, o candidato do DEM apontou os elogios feitos pelo petista para o secretário municipal de Educação e disse não ter problemas com seu passado. “O senhor gosta tanto do meu passado que chamou César Borges e Otto Alencar para te fazer companhia”, alfinetou.

No seu questionamento, ACM Neto perguntou mais uma vez se o Bolsa Família estava garantido e perguntou o que o petista achava da proposta do governador de implantar cinco pontos de pouso de helicóptero na cidade. Pelegrino rebateu com o argumento de que as eleições estaduais são apenas em dois anos. “Esse papo dele é igual ao do avô dele. O governo dele em outros estados enfrentou greves de professores também”, disse. Pelegrino afirmou estar sempre em contato com o comando de greve, para tentar finalizar a situação, e apontou a ausência do democrata em assembleias de classe. ACM Neto disse que não se interessa pelas eleições estaduais, pois em 2014 ele será prefeito de Salvador. Ele também acusou o candidato do PT de não responder diretamente suas perguntas e voltou a criticar o uso do helicóptero pelo governador. Pelegrino rebateu que os heliportos atendem à demanda da Copa do Mundo e são previstos pela Fifa. O petista também disse que o governo do PFL gastava R$ 18 mil por dia em transporte aéreo, e que esses gastos atualmente são de R$ 600 mil. Pelegrino também apontou melhorias feitas pelo seu partido em transporte urbano e voltou a relacionar o democrata a João Henrique, ao acusar o candidato de não assumir o apoio do atual prefeito.


Jornalistas questionam os candidatos


Debate Band: Jornalistas questionam os candidatos
Fotos: Max Haack / Agência Haack / Bahia Notícias
No terceiro bloco do debate promovido pela Band Bahia, nesta quinta-feira (18), dois jornalistas da emissora fizeram questões aos prefeituráveis. Cristiano Gobbi foi o primeiro a perguntar e questionou como cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal sem comprometer o orçamento do Município. Pelegrino afirmou que promoverá auditorias para a questão e admitiu que é um assunto delicado. Ele afirmou que tem mais condições de promover uma boa gestão, pois o seu alinhamento político permite a garantia de recursos de uma maneira mais tranquila. ACM Neto provocou o adversário e afirmou que ele vive “na propaganda do PT”. Ele disse que um prefeito disposto consegue administrar sem a necessidade de alinhamento político e apontou os apoios estadual e federal como complementares, não essenciais. Pelegrino respondeu com indicações de obras e melhorias feitas pelo seu partido na capital e no interior da Bahia, e voltou a alfinetar o oponente com questões relativas à gestão atual e as alianças políticas do democrata. “Ele não pode criticar o prefeito e quer transferir para o governo estadual as responsabilidades da prefeitura”, falou.
A ocupação de cargos da máquina pública por pessoas com perfil técnico, e não político, foi a pergunta de Renato Cordeiro, segundo jornalista a participar do debate. O candidato respondeu que vai trabalhar com os quadros mais preparados e qualificados, sem se importar com sua filiação política. “Esse critério de indicação não vai acontecer na nossa administração, diferente do que acontece hoje no governo da Bahia, que está fatiado”, disse. Ele afirmou que a coligação do seu adversário conta com apoio de 14 partidos, que provavelmente vão querer um retorno pelo suporte. “Quem está fatiada é a prefeitura de João Henrique”, rebateu Pelegrino. “Eu quero saber de ACM Neto se ele vai manter João Carlos Bacelar na secretaria de Educação, se vai continuar fazendo dela um colégio eleitoral”, provocou. Ele apontou o inchaço da máquina administrativa municipal como uma estratégia política do adversário. Neto acusou o petista de faltar com a verdade e acusou-o de, em reunião, obrigar funcionários do Estado a usar adesivos de sua campanha nos carros. “Nós representamos a verdadeira mudança para Salvador”, encerrou, ao dizer que aproveita o seu tempo de propaganda eleitoral para apresentar propostas.

Prefeituráveis fazem considerações finais


Debate Band: Prefeituráveis fazem considerações finais
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
No último bloco do debate da Band Bahia, nesta quinta-feira (18), os postulantes à prefeitura de Salvador fizeram as suasconsiderações finais. Por sorteio, ACM Neto (DEM) foi o primeiro a falar. Inicialmente, ele agradeceu aos seus aliados, família e ao eleitor que o ajudou a ficar na frente no primeiro turno. Depois, dirigiu a palavra aos soteropolitanos que votaram nos candidatos que já estão fora da disputa, que votaram nulo ou que não votaram. O democrata pediu que uma nova eleição acontecesse no segundo turno, e pediu uma chance para administrar e colocar em prática seus projetos de campanha. “Escute o seu coração”, apelou o democrata. Pelegrino também agradeceu à sua família e aliados e declarou estar feliz pelo seu crescimento durante toda a campanha. Ele dirigiu-se especialmente às pessoas humildes da cidade, que lhe desejaram sorte durante o primeiro turno. O petista disse ser “apaixonado” por Salvador e destacou a necessidade de um prefeito que governe com participação popular. “Para nós, o Bolsa Família não é uma desculpa em véspera de eleição. Fomos nós que criamos, querem roubar a autoria do presidente Lula”, provocou. O candidato do PT encerrou sua fala com o convite aos eleitores para o comício com a presença da presidente Dilma Rousselff, que acontece nesta sexta (19) em Cajazeiras.

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