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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Resumo do debate entre os candidatos para prefeito de Salvador na TV Record em 1º/10/2012


O candidato a prefeito do PMDB, Mário Kertész, aproveitou a primeira oportunidade que teve no debate da TV Record Bahia para criticar o prefeiturável ACM Neto (DEM), em função do discurso feito em 2005 pelo deputado e utilizado na campanha de Nelson Pelegrino (PT), no qual o democrata diz ser capaz de “dar uma surra” no presidente da República. O peemedebista fez uma relação entre a inexperiência do democrata ao dizer tais palavras, em 2005, à falta de experiência como gestor. “Infelizmente, o candidato do PT levou [o discurso] para a TV montando, não na íntegra. Eu estava começando a minha carreira, fazia parte da CPI que investigou o mensalão. Eu, muitas vezes, já ouvi você na rádio bater boca com alguns ouvintes; às vezes a gente reage assim”, rebateu o candidato do DEM. Kertész considerou a justificativa de Neto uma “desculpa esfarrapada” e contra-atacou. “Eu jamais teria coragem de insultar o mandatário número um do país. Ele representa a autoridade maior democraticamente eleita. Isso traz um pouco da sua eventual arrogância e inexperiência”, criticou Kertész. Ao ver mencionada mais uma vez a sua falta de experiência como administrador público, Neto lembrou o passado do radialista. “O senador Antônio Carlos não teve preconceito quando o indicou para prefeito”, comparou. Já Pelegrino se juntou a Kertész nas críticas a Neto. Ao responder a uma pergunta sobre o metrô, o petista disse que o colega de Câmara Federal não se interessa em comparecer a reuniões da bancada baiana. “Ele [Neto] não estava quando nós apoiamos emenda para iniciar estudos para levar metrô até Cajazeiras”, afirmou o postulante do PT, que voltou a mencionar ainda o alinhamento com os governos estadual e federal. Segundo ele, Salvador terá um “prefeito parceiro” de tais instâncias. 



Os candidatos Mário Kertész (PMDB) e ACM Neto (DEM) continuaram a troca de farpas iniciada no primeiro bloco do debate da TV Record Bahia, na noite desta segunda-feira (1º). O peemedebista negou que tenha proposto um acordo político que possibilitaria ao democrata ser candidato a governador em 2014. “Jamais propus que ele fosse governador; o PMDB pode ter feito isso”, emendou. Além disso, o radialista disse que o ex-senador ACM nunca nomeou o neto para nenhum cargo de grande importância. “Realmente nunca me nomeou para nada. [Mas] Eu fui eleito três vezes deputado mais votado da Bahia”, defendeu Neto. “Seus votos nunca foram seus. Você é um deputado aplicado, sério, decora a lição. Agora, aqui, é outra história”, rebateu Kertész. O peemedebista, membro de partido aliado do governo federal e opositor ao estadual, defendeu um “meio alinhamento”. “Eu acredito em alinhamento com o governo federal”, disse. O tema foi comentado ainda pelo socialista Hamilton Assis, que defendeu que não adianta ter como aliada a administração federal caso não haja definição de “prioridades”. Para ilustrar seu raciocínio, Hamilton comparou os custos da obra da Arena Fonte Nova à construção de hospitais. Ao comentar o problema da insegurança dos moradores de encostas, o candidato disse ser “impossível” resolver a situação “com a atual estrutura do município”. “A cidade vive um caos, sobre o qual tem responsabilidade governos carlistas e petistas”, declarou. Além de ressaltar a grande quantidade de indecisos e opinar que sua candidatura conta com a “simpatia” das pessoas, o socialista criticou ainda o discurso de Kertész, de que conciliará o carlismo e o petismo. Tanto o postulante peemedebista quanto o pessolista provocaram Neto, ao dizer que ele se cala sobre o prefeito João Henrique porque conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, comandada pelo seu aliado, João Carlos Bacelar, a qualteria sido transformada em um comitê político do DEM.

O candidato Da Luz (PRTB) se esquivou de responder diretamente quais seriam suas ações como prefeito para requalificar o turismo na capital baiana. Como saída, utilizou mais uma frase espirituosa, ao prometer “dar uma surra de projetos na presidente”. “Mas serão projetos exequíveis”, acrescentou o prefeiturável, que prometeu ainda “trabalhar, trabalhar e trabalhar”. Nelson Pelegrino (PT), por sua vez, apresentou uma série de críticas à administração da saúde municipal – como o sucateamento das ambulâncias do Samu – e fez uma série de promessas, a exemplo da construção de postos. “Durante o tempo em que eles governaram, não construíram um hospital geral nesta cidade”, afirmou Pelegrino, ao utilizar o tempo de réplica de uma pergunta feita a Da Luz para criticar seu principal adversário. A estratégia foi repetida por Neto, que desferiu críticas ao PT no meio do questionamento feito a Da Luz. “[Pelegrino] Promete mundos e fundos, mas esquece que governou Salvador, ao lado de João Henrique, indicando o ex-secretário [de Saúde] Luís Eugênio Portela”, destacou o democrata. Da Luz, por sua vez, criticou a dupla “Tom e Jerry” e pontuou a mudança de discurso do PT em relação às pesquisas eleitorais. “Antes, diziam que pesquisa não funciona. Agora, que vai virar...”, comparou.
Quem também falou durante o bloco foi o candidato Márcio Marinho (PRB), que prometeu não perseguir trabalhadores do mercado informal, ao falar sobre as oportunidades para a categoria durante a Copa do Mundo. “Sei o quanto é importante para um pai e uma mãe levar dinheiro para casa”, disse Marinho. O bispo também comentou o caráter do PSOL, partido de Hamilton Assis, que criticou a aprovação da Lei Geral da Copa por supostamente deixar o “filé” do evento fora do alcance dos ambulantes. “Às vezes, o PSOL parece ser contra tudo de bom no Brasil. Eles não pensam nisso”, afirmou Marinho.

No último bloco do debate da TV Record Bahia, na noite desta segunda-feira (1º), os candidatos a prefeito fizeram suas considerações finais. ACM Neto (DEM) criticou a tática petista em estabelecer como condição imprescindível para uma boa administração ser aliado dos governos federal e estadual. “Tenho sido vítima de ataques, de agressões. Não só no programa de TV, mas também nesse debate. Querem fazer você, eleitor, vítima da ideia de que o prefeito tem que ser do mesmo partido da presidente e do governador”, afirmou o democrata. Em resposta, Nelson Pelegrino (PT) disse entender de “esperança” e acusou o grupo político do adversário de comandar o estado na base “do medo, do chicote”. “Não há um tema dessa cidade no qual eu não tenha me envolvido. Conheço a cidade profundamente. Salvador terá time. Faço parte de um projeto vitorioso”, declarou Pelegrino, que foi o candidato que mais fez menções a Deus durante o último comentário. Mário Kertész (PMDB), por sua vez, ressaltou a experiência como fator mais importante. “Eu quero ser prefeito; usar a minha experiência e capacidade de liderança. Não acredito na briga entre Democratas e PT. Não vamos aceitar mais uma vez uma cidade dividida, com rancor. Não tem cabimento ver isso novamente”, pontuou. Hamilton Assis (PSOL) afirmou que todos os outros concorrentes têm propostas parecidas e estiveram envolvidos de alguma forma com a administração do atual prefeito, João Henrique (PP). “O próprio Mário disse que foi importante para a eleição de JH em 2008”, lembrou o socialista, ao comentar uma entrevista de Kertész ao Bahia Notícias no ano passado. Hamilton ainda classificou como “chantagem” a repetição da tese do “alinhamento necessário” na campanha de Pelegrino. Da Luz (PRTB) prometeu “mudar a realidade de Salvador com pé no chão, não com mentiras”. “Com o mesmo dinheiro que querem gastar só na Paralela, vou fazer 40 quilômetros de aerotrem”, repetiu. Márcio Marinho (PRB), por sua vez, se definiu como “o novo” na disputa pela prefeitura da capital baiana. “Boa parte dos candidatos que aqui estão tiveram oportunidade de administrar a cidade. E várias promessas não funcionaram. Mas não temos só esses. Temos o novo também”, declarou.

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