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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Resumo do debate na TV Bahia - Prefeitura de Salvador


Debate TV Bahia: Prefeituráveis respondem questões sobre temas diversos
Foto: Camila Cintra / Divulgação
O primeiro bloco do debate eleitoral realizado pela TV Bahia foi aberto com o tema ordem urbana e o candidato, definido por sorteio, que realizou a pergunta foi Mário Kertész (PMDB) que escolheu o prefeiturável Nelson Pelegrino (PT) para responder sobre o que pretende fazer para resolver as questões do setor na cidade. O petista respondeu que a sensação que se tem “é a de que Salvador não tem prefeito, não tem método, não tem gestão”. “Vou fazer conjunto de intervenções, limpar a cidade, estabelecer um clima de segurança jurídica na cidade para que se tenha a sensação que se tem governo”, afirmou o petista. O segundo tema escolhido foi segurança pública e Pelegrino, que respondeu a primeira pergunta, se dirigiu a Márcio Marinho para questionar sobre como pretende trabalhar com os governos estadual e federal para resolver o problema na capital. “Veja, 240 pessoas morrem por mês em Salvador, é preciso aumentar o efetivo da Guarda Municipal e armá-la. Vou implantar o programa olho vivo com câmeras nos bairros onde a violência tem crescido”, declarou o deputado Marinho. Sobre o tema emprego, Márcio Marinho perguntou a ACM Neto, quais medidas pretende fazer para gerar emprego na cidade. “Nos últimos seis anos a Bahia perdeu o protagonismo na geração de emprego no Nordeste. A consequência é o desemprego em Salvador e Região Metropolitana”, avaliou o democrata, que apontou ter como compromisso investir no setor de serviço e turismo, além de estimular o comércio local. Neto se dirigiu ao candidato Da Luz (PRTB) e perguntou quais propostas ele tem para o setor de trânsito. O prefeiturável do PRTB alegou que, primeiro, precisa resolver as “pequenas coisas como sinaleiras e semáforos em alguns pontos”. “O aerotrem é o meio de transporte mais viável do ponto de vista econômico e que ficará pronto para a Copa do Mundo de 2014”, disse, ao complementar que pretende levar o modal para o Subúrbio. “Não vamos ficar prometendo o que não podemos cumprir. Não vamos ficar com mentiras, só com verdades”, ressaltou Da Luz, que direcionou uma pergunta ao candidato do PSOL, Hamilton Assis, sobre a questão do lixo. “É impossível pagar R$ 20 milhões por mês e ter a cidade como um verdadeiro lixo, qual a sua opinião sobre isso?”, indagou. Assis afirmou que é preciso democratizar a máquina da prefeitura e que o processo de terceirização foi um dano para a cidade. “O lixo ficou extremamente caro e nas mãos de poucas empresas. Vamos ampliar o processo de coleta com as cooperativas”, afirmou o prefeiturável socialista que apontou a necessidade de “auditar todos os contratos da prefeitura”. O tema seguinte, definido em sorteio, foi creches,  e o candidato do PSOL questionou Kertész sobre o que será feito, caso eleito, em seu governo. “97% da população infantil não é atendida por creches em Salvador. A prefeitura aumentou em 180% o dispêndio com gastos entre 2008 e 2010 para eleger familiares, mulher e fazer uma bagunça total. Transformaram a secretaria de educação em comitê político”, atacou o peemedebista.

O candidato a prefeito de Salvador pelo PRTB, Rogério Tadeu Da Luz, abriu o segundo bloco com uma pergunta livre direcionada a ACM Neto (DEM) e indagou se ele pretende administrar a cidade como manda a lei ou se daria “um jeitinho”. O democrata disse que agirá de acordo com a legislação. Em seguida, Neto perguntou a Márcio Marinho (PRB) sobre os problemas sociais em Salvador e o que pretende fazer pelas pessoas que estão sem receber o Bolsa Família. Em resposta, Marinho disse que pretende fazer um acolhimento das pessoas que estão na rua por meio de um cadastro único e colocá-los em um ambiente pago pela prefeitura. “Os dependentes químicos receberão tratamento com o apoio de entidades filantrópicas e religiosas”, disse Marinho que ainda apontou o desejo de priorizar o trabalho social em sua gestão. Neto afirmou que dará prioridade ao Bolsa Família e apoiará o comércio informal com apoio e condições de trabalho como qualificação dos cidadãos. Marinho retomou o tema da segurança pública e perguntou a Nelson Pelegrino (PT) o que fará ao chegar na prefeitura para combater a criminalidade em Salvador e ouviu que o atual governo estadual contratou 10 mil policiais contra 1,5 mil do governo anterior. “É preciso localizar as áreas mais problemáticas, fazer mapeamento e investir na área social como cuidar das crianças, por exemplo”, apontou o petista. Nelson Pelegrino se dirigiu a Mário Kertész (PSDB), ao citar a entrevista de João Henrique ao Bahia Notícias em que o alcaide falou sobre o alinhamento da prefeitura com governos estadual e federal e questionou se concorda com a tese do prefeito. O peemedebista disse que o gestor “é autista, dá nota dez para ele próprio, mas a prefeitura não anda com as próprias pernas”. “Existem gastos como no setor de educação, saúde que a prefeitura precisa trabalhar junto com os governos federal e estadual”, enumerou.  Na sequência, o peemedebista perguntou a Hamilton Assis (PSOL) se a população o elegesse, o que poderia fazer para governar sem o apoio de grandes partidos. O socialista disse que acredita na participação popular e apontou que isso vai melhorar “em muito” a gestão. Assis perguntou, em seguida, a Da Luz (PRTB) o que pretende fazer pelos servidores municipais. “Vou valorizar o servidor. Informatizar os sistemas com implantação da marcação de consultas por telefone e com planos de cargos e salários. Um funcionário público, trabalhando muito, recebendo pouco, como é que ele vai produzir?”, analisou Da Luz. Assis, na réplica, disse esperar que o candidato “não faça como fez Wagner no caso da greve dos professores”.

Marinho questionou o candidato Da Luz (PRTB) sobre o tema lazer. "O que será feito quanto às praças abandonadas na cidade?". Da Luz afirmou que vai revitalizar os espaços e a orla de Salvador para devolver o lazer do fim de semana aos moradores de Salvador e visitantes. “Outra coisa, a música também deve ser vista como lazer. Vamos dar incentivo para que as pessoas possam se desenvolver na área musical e cultural”, lembrou o candidato que se dirigiu ao colega prefeiturável, Hamilton Assis (PSOL), para perguntar como o socialista pretende fazer para garantir o orçamento de Salvador. Assis disse que o problema do orçamento hoje é “que é fictício. Não se tem acesso a ele”. “A Setin acumula a maior parte dos recursos. É preciso saber para onde os recursos são destinados”, criticou. Sobre habitação, Assis afirmou que um terço da população de Salvador mora em área precária e cerca de 80 mil imóveis estão desocupados e perguntou a Nelson Pelegrino (PT) o que será feito, caso seja eleito, para resolver o problema. O petista afirmou que pretende construir 20 mil unidades habitacionais, além de revitalizar imóveis no Centro Histórico. “Vamos fazer o programa de regularização fundiária em Salvador”, finalizou o petista.

O candidato a prefeito de Salvador pelo PT, Nelson Pelegrino, elaborou a questão que abriu o terceiro bloco do debate da TV Bahia sobre o plano diretor da cidade, tema escolhido por sorteio, e se dirigiu ao peemedebista Mário Kertész para saber o que o prefeiturável pretende fazer quanto ao assunto. “É preciso ouvir os lados envolvidos, ambientalistas ligados às causas sustentáveis e empresários”, apontou Kertész, que aproveitou a oportunidade e citou a intriga entre os candidatos ACM Neto e Pelegrino com o uso do vídeo do democrata que ameaça dar uma surra no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o caso do helicóptero do governador da Bahia Jaques Wagner. Na réplica, Pelegrino retoma o assunto e conta que vai “atualizar o plano diretor à luz do dia e com participação popular”. Com o tema educação fundamental, Neto questionou Márcio Marinho (PRB) sobre o que o candidato deseja fazer para o setor e ainda citou como exemplo uma escola estadual em Paripe que tirou 1,5 no Ideb. “É preciso chamar o conselho de educação, fazer concurso para professores e técnicos administrativos. Pretendo implantar escola em tempo integral. Na minha gestão a educação será prioridade mesmo, do jeito que tá não da para continuar”, apontou Marinho, que disse ver a necessidade de investimento na infraestrutura das escolas do município. Neto usou sua réplica para afirmar que vai “valorizar os docentes” e não vai "dizer uma coisa na campanha e fazer outra no governo".



Debate TV Bahia: Quarto bloco é marcado por confronto entre ACM Neto e Pelegrino
Foto: Betto Jr. / Ag. Haack / Bahia Notícias
O quarto bloco do debate eleitoral da TV Bahia foi aberto com o postulante ao Executivo de Salvador, ACM Neto (DEM) que começou com uma pergunta direcionada a Nelson Pelegrino (PT), sobre a época em que o petista foi secretário de Justiça da Bahia. “Você teve como meta a redução da criminalidade na Bahia e em Salvador, mas por que fracassou?”, confrontou Neto. “Eu tive bons resultados, minha gestão foi bem avaliada. Fui eu quem mandou 14 dos principais líderes de facções criminosas na Bahia para presídios de segurança máxima. Foram compradas três mil viaturas na minha gestão e fiz investimentos em inteligência da polícia. Diferente da época em que os bandidos deitavam e rolavam na Bahia”, alfinetou, antes de passar a pergunta sobre mobilidade urbana para o candidato Márcio Marinho (PRB).
O petista quis saber quais as propostas do plano de governo de Marinho para o setor. “É preciso pensar nas pessoas que moram na periferia, elas precisam de transporte de qualidade. Vou construir pistas seletivas nas principais vias, farei viadutos. É necessário uma engenharia de tráfego que trabalhe a contento. Vamos levar o metrô até cajazeiras, onde 700 mil pessoas precisam dele para se locomover”, afirmou. Pelegrino, na réplica, fez questão de apontar que “os governos PFL/DEM e a gestão de João Henrique não conseguiram levar o metrô até Cajazeiras”. Marinho citou a situação da saúde na cidade, como “postos inabitáveis, acabados e destruídos”, e perguntou a Mário Kertész (PMDB) o que fará para resolver o problema do atendimento na saúde de Salvador. “É todo mundo falando que vai fazer hospital municipal, implantar upas, mas todas as propostas são iguais”, desconversa Kertész, que em seguida pergunta a Hamilton Assis (PSOL) sobre o que pensa para ajudar a cidade está dividida entre o PT e o DEM. “A divisão é fictícia”, respondeu Hamilton. “Todos os candidatos estao sendo financiados por grandes empreiteiras que terão participação no governo eleito. Não é só uma questão de divisão, mas de transparência”, declarou o candidato socialista. “Cabe ao prefeito estabelecer limite quanto às participações das empreiteiras na administração”, afirmou Kertész.
Assis questionou Da Luz (PRTB) sobre o que ele pretende fazer diante da ameaça da Lei Geral da Copa às baianas de acarajé e o que acha da norma. Da Luz se esquivou e citou uma área ocupada por vendedores informais que se encontra na proximidade do Shopping da Baixa do Sapateiro e que está “há 12 anos como espaço provisório”. “O camelô precisa ser respeitado, sair da informalidade. E eu sou contra essa lei aí”, disse Da Luz, antes de questionar ACM Neto se ele assinaria um suposto documento no qual se comprometeria a cumprir as promessas de campanha.

O democrata respondeu de imediato que toparia assinar o documento e que costuma assumir suas promessas. “Agora, tem partido aqui tentando fazer a política da chantagem e do medo e que só vai administrar bem se o prefeito for do partido do governo do estado”, atacou Neto, ao se referir ao postulante petista que defende o alinhamento dos governos municipal, estadual e federal.

Debate TV Bahia: Prefeituráveis fazem as considerações finais
Foto: Betto Jr. Ag. Haack / Bahia Notícias
No último bloco do debate organizado pela TV Bahia nesta quinta-feira (4), os prefeituráveis de Salvador tiveram 1 minuto e 30 segundos para fazerem suas considerações finais, ocasião em que fizeram seus agradecimentos e pediram o voto da população. Por definição de sorteio, Márcio Marinho (PRB) foi o primeiro a falar e disse que, caso eleito, pretende “trabalhar por melhorias” na educação, na saúde e na segurança. “Não tenha medo de votar no dia 7. Você vai me colocar no segundo turno”, convocou Marinho, os seus eleitores. Nelson Pelegrino (PT) disse estar muito tranquilo e estimulado pelo eleitor de Salvador. O petista aproveitou o espaço e citou os governos federal e estadual como exemplo de realizações. “Quero ser prefeito para cuidar do povo de Salvador”, afirmou. Hamilton Assis (PSOL) lembrou que todos os demais candidatos tiveram alguma participação na atual gestão do prefeito João Henrique e que eles “têm que assumir essa responsabilidade”. “As propostas vistas aqui não atendem as demandas necessárias do povo”, avaliou o socialista. Mário Kertész (PMDB) disse que estava há 18 anos no rádio e resolveu apresentar suas propostas para a cidade. “Propostas com união, que pudessem acabar com a divisão entre o DEM e PT, que vem há muito tempo”, disse o radialista que ressaltou o uso da sua experiência para “levantar a autoestima de Salvador”. Já ACM Neto (DEM) usou seu tempo para afirmar que sua candidatura “nasceu das ruas para mudar o que há de errado”. “Há seis anos, o PT ataca de maneira incorreta. Quero governar com o povo. Não irei pedir a filiação partidária de ninguém”, afirmou e disse ainda querer ser o prefeito que vai devolver o respeito e o brilho à cidade de Salvador. Para fechar o último debate antes das eleições do próximo domingo, Da Luz (PRTB), com seu humor, fez cálculos entre os números dos colegas prefeituráveis e apresentou o resultado 28, como opção para o eleitor votar, já que, segundo ele, “o PT e o DEM já estão no segundo turno. Não precisam de votos”. “Salvador tem jeito: Mário vai para a rádio; mande os três deputados aqui lá para Brasília; Hamilton na resistência e Da Luz para prefeito”, finalizou sua fala.

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