Translate

Pesquisar

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

JH arruma as malas cercado de suspeitas nas finanças


Fonte fala em "intervenções irregulares" nas contas da prefeitura



Seis secretários da Fazenda, duas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), dívidas na Saúde e na Educação e cortes na coleta de lixo e nos serviços da Transalvador. A lista de problemas do prefeito João Henrique (PP) com as finanças é interminável. No final de sua administração caótica, o alcaide dá uma de 'João sem braço' e encaminha licitações milionárias - como a de R$ 80 milhões para contratar um banco que abrigue as contas dos servidores municipais -, o que será uma dor de cabeça para o próximo prefeito.

"É inconveniente que um prefeito em fim de governo defina coisas importantes. Com este volume de recursos, poderia se estabelecer uma contrapartida que pode ser vantajosa para o município", afirma o líder do PT na Câmara de Vereadores, Henrique Carballal. Ele denunciou a manobra da Prefeitura para abrir a licitação e informou que o Banco Santander pode substituir o Bradesco na administração das folhas de pagamento dos servidores. 

O mais curioso é que a divulgação da licitação aconteceu dias depois que funcionários de alto escalão da área de finanças da cidade - o secretário da Fazenda, Ruy Macedo, a subsecretária da pasta, Lisiane Guimarães, a controladora-geral do Município, Herculina Martinez, e a contadora-geral, Simone Andrade Silva - pediram demissão dos cargos. "Tenho certeza que Ruy não iria entrar numa canoa furada dessas. Isso seria uma discussão a médio e longo prazo e dois meses não é médio e longo prazo", comenta o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Sandoval Guimarães (PMDB).

Alternâncias no comando


A alternância de secretários da Fazenda traz prejuízos. "Cada um quer deixar  sua marca. As políticas em andamento param, vão em outra direção e quem acaba sendo prejudicado é a população", diz Marta Rodrigues (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara.

Apesar do caos na Prefeitura, os vereadores admitem a competência dos ex-funcionários da Fazenda. "Lisiane [Guimarães] é uma pessoa que atestamos o respeito e compromisso. Não podemos trabalhar com suposições, mas para nós é estranho que o secretário e a subsecretária da Fazenda peçam demissão a praticamente dois meses do fim do governo e logo em seguida a controladora e a contadora também", diz Carballal.

Futuro da Prefeitura

Como líder do PT na Câmara de Vereadores, Carballal garante que todos os contratos assinados por João Henrique passarão por revisão, caso Nelson Pelegrino seja eleito no domingo (28). Ele ainda diz que o partido também defenderá esta postura caso ACM Neto vença. "É bom que essas instituições coloquem as barbas de molho, porque não vamos permitir que se venda os interesses da cidade", avisa.

O candidato democrata afirma que não teme receber uma prefeitura com dívidas e declara que, se vencer as eleições, vai rever os contratos e decisões mais importantes tomadas por essa administração.

"Intervenções irregulares"

Uma fonte do Jornal da Metrópole com amplo trânsito na pasta diz que o prefeito pedia que fossem feitas "intervenções irregulares" nas contas da Prefeitura. No pacote de solicitações, estava, segundo a fonte, o desvio de recursos da Saúde e Educação para uso eleitoral.

Além disso, o Ministério Público investiga irregularidades na Prefeitura. A promotora Rita Tourinho afirma que todos os contratos de terceirização da Saúde estão sendo averiguados. Ela adianta que, nos postos de saúde, existem funcionários vinculados a vários regimes. "Isso já revela uma desorganização que pode ser considerada uma irregularidade", diz.  

Ainda segundo ela, cerca de 70% das secretarias do município têm algum tipo de procedimento com o MP, com questões como a licitação do lixo, transporte coletivo, a Linha Viva e a licitação dos serviços da folha de pagamento da Prefeitura.

FONTE:  http://www.metro1.com.br/portal/?varSession=noticia&varEditoriaId=26&varId=20650

Nenhum comentário:

Postar um comentário