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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Polícia investiga participação de PM em morte de advogado em Rio Real


José Urbano foi agredido por policiais duas vezes neste ano, segundo delegado


Foto: Reprodução/Facebook
José Urbano foi morto dentro de carro
Da Redação 

A Polícia Civil de Rio Real, a 202 km de Salvador, investiga a participação de um policial militar na morte de um advogado da cidade no último sábado (10). O criminalista José Urbano do Nascimento Junior, de 28 anos, foi seguido por um homem em uma motocicleta e assassinado a tiros dentro do carro, no Loteamento Primavera, por volta de 21h. 

De acordo com delegado Geuvan Franca, o advogado já havia sido agredido por policiais militar duas vezes neste ano. A primeira agressão ocorreu no dia 15 de janeiro. “Ele foi espancado aqui no complexo policial por cerca de seis pms. Um cliente ligou pra ele porque foi apresentado e agredido pelos policiais. Ele (o advogado) foi intervir e foi agredido também”, diz titular da delegacia local. 

Em julho, José Urbano sofreu agressões novamente após furar um bloqueio da Companhia de Ações Especializada do Litoral (Cael). “Ele foi espancado por um tenente da Cael. Ele tava no trânsito, a guarnição pediu para parar, mas ele só parou na delegacia”, relata Franca. 

Na ocasião, o advogado contou ao delegado que não parou o carro por medo dos policiais. Na última vez que os dois conversaram, na quarta-feira passada (7), José Urbano relatou que iria denunciar os policiais na Corregedoria da Polícia Militar. 

Segundo Franca, a suspeita inicial é de que o crime tenha sido cometido por vingança: “Dinheiro e pertences, como documentos e celular, estavam dentro do carro, mas nada foi roubado. Com certeza foi execução por vingança. Disso não há dúvida”. 

O delegado tem um prazo de 30 dias para concluir o inquérito. 

Falta de segurança 

Nesta segunda-feira (12), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou solidariedade à família do advogado. O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, criticou a falta de segurança com que trabalham os advogados.

“O Conselho Federal da OAB se solidariza com a Bahia, com sua advocacia e se coloca à disposição para tomar toda e qualquer medida a fim de manifestar nossa preocupação junto ao governador Jaques Wagner e ao secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, para que situações como essa não se repitam”, afirmou Ophir Cavalcante. 

FONTE: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/policia-investiga-participacao-de-pm-em-morte-de-advogado-em-rio-real/

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