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sábado, 15 de dezembro de 2012

‘Precisamos realizar trabalho de maquiagem para receber visitantes’, diz secretária de Neto


‘Precisamos realizar trabalho de maquiagem para receber visitantes’, diz secretária de Neto
Foto: Valter Pontes / Divulgação
Em uma rápida consulta ao dicionário, a palavra “maquiagem” aparece como substantivo feminino que significa também uma “ação de encobrir alguma coisa”. A expressão foi utilizada pela futura secretária municipal da Ordem Pública, Rosemma Burlacchini Maluf, durante a apresentação nesta sexta-feira (14) da equipe do prefeito eleito ACM Neto (DEM). Em sua primeira entrevista concedida à imprensa, logo após o anúncio oficial, a proprietária do Bahia Outlet Center, de 47 anos, falou à reportagem do Bahia Notícias dos desafios e dos planos à frente de uma das pastas mais importantes da nova gestão. “Enfrentamos dificuldades na estética da cidade. Precisamos realizar um trabalho de maquiagem para receber [os visitantes]... Mas não só para isso, mas também tornar a cidade boa para quem mora aqui. Esse que é o objetivo principal”, teorizou (ouça aqui). De acordo com ela, que terá como principais desafios pela frente o auxílio no combate à violência, a coleta de lixo, a iluminação pública e o ordenamento dos ambulantes espalhados pelas ruas da capital baiana. “Vamos dar uma atenção grande ao comércio das ruas, porque realmente ele está tomando as calçadas. Mas tudo isso de forma calma, tranquila, com o diálogo com as lideranças de cada segmento. A arma principal da minha gestão será o diálogo com as lideranças e um trabalho técnico e efetivo na busca de resultados dentro dos objetivos da secretaria”, prometeu. Segundo Rosemma, a experiência na gestão privada, além dos cargos que ocupou, a exemplo da vice-presidência da Associação Comercial da Bahia e diretoria do Sindicato dos Lojistas do Comércio, a ajudará a colocar em prática os seus projetos. “Assumir uma secretaria como essa, além da honraria, é uma chamada ao trabalho forte, especialmente por essa secretaria que irá absolver uma das maiores problemáticas hoje de Salvador que é o acumulo de lixo nas ruas. Eu venho com muita disposição para trabalhar e servir à comunidade. Inicialmente, qualquer avaliação seria preciptada, considerando que ainda não tenho conhecimento profundo das secretarias e dos departamentos. Na próxima segunda vamos entrar na secretaria para conhecer bem a estrutura funcional para que, no dia 1º [de janeiro], comecemos a trabalhar duro”, adiantou. Rosemma é casada, mãe de duas filhas e formada em Administração de Empresas, com pós-graduação em Marketing.

FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/127912-%E2%80%98precisamos-realizar-trabalho-de-maquiagem-para-receber-visitantes%E2%80%99-diz-secretaria-de-neto.html


 O DEM confunde mercantilização da cultura com política cultural para Salvador, afirma Hilton Coelho
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias
A junção dos setores de desenvolvimento, turismo e cultura em uma única secretaria para o governo de ACM Neto tem despertado uma discussão entre os futuros vereadores eleitos de Salvador, Hilton Coelho (PSOL) e Claudio Tinoco (DEM). Após o anúncio da fusão das pastas, o socialista criticou a medida e disse que cultura não pode ser confundida com um setor econômico como turismo e desenvolvimento. O vereador democrata saiu em defesa do ato de ACM Neto, também do DEM, e afirmou que a declaração de Coelho denota desconhecimento da proposta apresentada e que a economia pode ajudar a resgatar o turismo e a cultura. O edil do PSOL, por sua vez, rebateu ao dizer que “o vereador eleito pelo DEM é que não entende o que vem a ser cultura e a confunde com mercantilização”. Segundo o socialista, embora o futuro colega de Câmara municipal negue, a concepção defendida “é a de submissão aos interesses econômicos”. “Em nenhum momento falei contra a presença de turistas, intercâmbio com visitantes do mundo inteiro e relações internacionais. Falo sobre a discrepância da distribuição de equipamentos culturais entre as regiões de nossa cidade. Nos chamados bairros nobres temos uma realidade totalmente diferente dos bairros populares e é aqui que cobramos uma intervenção da administração municipal”, detalha Hilton Coelho que também aponta a intensificação do processo de “elitização da cultura” vista nos últimos anos. “Segregação social e cultural caminham juntas. É preciso democratizar o acesso à cultura. Cultura não é sinônimo de espetáculo, mas, sim, um direito essencial para a democracia”, analisou.

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