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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Deputados baianos prometem votar pela extinção dos 14º e 15º salários


Deputados baianos prometem votar pela extinção dos 14º e 15º salários
A julgar pelo discurso de parlamentares de diferentes partidos que integram a bancada da Bahia na Câmara Federal, os votos dos 39 deputados baianos devem contribuir para que seja aprovada a extinção dos 14º e 15º salários, pagos a título de ajuda de custo no começo e no final de cada ano. O valor de cada salário extra pago aos 513 deputados federais é de R$ 26.723,13, o que custa aos cofres públicos cerca de R$ 27,5 milhões anuais. De autoria da ex-senadora e atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o texto que deve ser votado nesta quarta-feira (27) não extingue completamente 14º e 15º salários, mas acaba com a concessão anual do benefício. A proposta mantém o pagamento no início e no final do mandato, ou seja, em quatro anos, o parlamentar receberá dois salários adicionais. O relator do projeto na Câmara, deputado Afonso Florence (PT-BA), deu parecer favorável à extinção dos subsídios extras. O voto de Antonio Brito (PTB) também será pelo fim da benesse, foi o que o parlamentar declarou em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, nesta terça-feira (26), durante o programa Bahia Notícias no Ar, da Tudo FM 102,5. Procurados pelo Bahia Notícias, deputados de diferentes legendas se posicionaram em favor da supressão da ajuda de custo. Os deputados Antônio Imbassahy (PSDB), Daniel Almeida (PCdoB), Cláudio Cajado (DEM) e Arthur Maia (PMDB) garantiram que votarão pela extinção dos salários extras. Todos se mostraram otimistas com relação à aprovação da matéria. “Essa foi uma bandeira nossa desde a época em que Aldo era presidente da Casa”, lembrou Daniel Almeida, ao se referir ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007. “Não tenho dúvida que vai passar”, fez coro o peemedebista Arthur Maia. Apesar de afirmar que votará pela extinção, ele demonstrou não ser completamente simpático à ideia de acabar com os salários suplementares. “As pessoas só ficam olhando para essa questão do 14º e do 15º, mas deputado não tem abono de férias, não tem fundo de garantia. Quando acaba o mandato, o deputado sai com uma mão na frente e outra atrás”, argumentou Maia. “Mas eu vou votar a favor da extinção e acho que vai ser aprovada por unanimidade”, concluiu. A reportagem tentou ouvir também os deputados Nelson Pelegrino (PT), Márcio Marinho (PRB), Jânio Natal (PRP) e Mário Negromonte (PP), mas as diversas ligações para os celulares não foram atendidas ou foram direcionadas para a caixa de mensagens.

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