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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Salvador está longe de ter rede elétrica subterrânea; alto custo dificulta mudança


Salvador está longe de ter rede elétrica subterrânea; alto custo dificulta mudança
Apesar de saber das vantagens, como a redução de interrupções do fornecimento de energia elétrica provocadas por objetos lançados contra a fiação ou colisão de veículos contra postes, além de acabar com os emaranhados de fios que enfeiam a paisagem da cidade, a Coelba não pretende investir na instalação de redes subterrâneas para eliminar a fiação elétrica, que hoje é aérea em Salvador. Motivo: o alto investimento necessário para a adoção da tecnologia, segundo informou ao Bahia Notícias a assessoria de comunicação da concessionária. De acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a instalação de redes subterrâneas chega a custar 20 vezes mais que a aérea e o custo iria impactar diretamente no bolso do consumidor. Dados da revista Infraestrutura Urbana apontam que o preço médio do quilômetro enterrado é de R$ 2 milhões. “O uso em larga escala desse tipo de rede provocaria grande impacto nas tarifas, caso fosse utilizado de forma indiscriminada em toda a cidade”, explicou a Coelba, em nota ao BN. O enterramento da fiação elétrica não traz apenas vantagens. O risco de explosões de bueiros, como as que acontecem com frequência no Rio de Janeiro, é uma das desvantagens da tecnologia. A falta de manutenção e a insuficiência de ventilação nas galerias subterrâneas – que confinam oxigênio e gás – estão entre as principais causas de explosões, provocadas por uma simples centelha, por exemplo. Na capital baiana, o risco seria menor porque o duto por onde passa o cabeamento de energia elétrica “é separado” da tubulação da Bahiagás, conforme a assessoria da Coelba. De acordo com a comunicação da Aneel, a decisão de adotar ou não a tecnologia fica a critério das concessionárias porque não há regulamentação em âmbito federal que obrigue as empresas a fazerem investimentos nesse sentido – há legislações na esfera municipal em cidades como São Paulo, onde vigora a Lei 14.023, aprovada pela Câmara de Vereadores, que obriga empresas estatais, concessionárias e operadoras de serviço a instalarem no subsolo o cabeamento no município. Em 2010, o então vereador de Salvador, Alcindo da Anunciação (PSL), apresentou projeto de lei propondo que as empresas de energia elétrica, informática, operadoras de telefonia e TV a cabo adotassem a tecnologia de rede subterrânea.

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