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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Meteorito cai no quintal de uma casa em Salvador


Um estrondo grande, como se estivesse em plena época de São João. Foi assim que Paulo Preto, morador de Água de Meninos, no Comércio, descreveu o barulho que o  acordou exatamente às 23h43 da madrugada de quinta-feira, 21. Chovia forte, relampejava e ele assegurou que, quando olhou pela janela, viu subir de um buraco na terra "uma fumaça densa, nas cores azul e rosa".
O buraco teria aproximadamente 23 cm de profundidade. Paulo disse que colocou a mão na pedra desconhecida e se queimou. Com medo de "radiação espacial", usou uma embalagem plástica para recolher o material. O que seria aquilo? Logo pela manhã, ele procurou seu vizinho, o estudante de física Almir dos Anjos.
Na mesma hora, lhe veio em mente que aquela pedra poderia não pertencer ao nosso planeta, pois o estudante não conseguiu reconhecer, de imediato, nenhum dos elementos que a constituíam.
A reportagem teve acesso ao suposto meteorito e encaminhou o morador do bairro da área do Comércio ao Instituto de Geociências da Ufba. Lá, o diretor Ronaldo Montenegro Barbosa reforçou as suspeitas sobre a rocha: "Pode ser composta por hematita, especularita e materiais encontrados exclusivamente em meteoritos".
O diretor alertou que Paulo deu sorte: o estrago poderia ser grande se o objeto caísse em sua casa. Se o atingisse, pior ainda: "Você estaria morto", advertiu. Muito interessado, Ronaldo Barbosa pediu que a instituição ficasse com a rocha, para que esta pudesse ser melhor analisada.

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